“Quantos anos tu tem? 20. A tua vida agora tá dividida em dois. Os 20 anos que tu já viveu e o pouco tempo que te resta pra viver (...). Tu tá vendo aquele relógio ali? Cada vez que ele marcar mais um, mais um, mais um...ele vai tá te dizendo: menos um...” – em Abril Despedaçado (2001)
o boi, a moenda e uma camisa manchada de sangue-amarelo de tempo gasto, que fora do próprio tempo, fora dele!, voava como pipa ao vento, feito flecha, feito fogo, feito faca. foi assim num abril despedaçado, em que um ou outro artista arrediamente itinerante foi-se surgindo em vários outros meses febris, mas também despedaçados, a sabotar o descontente fado de alguém que já cantou, e niguém jamais conseguiu decifrar, porque a vida seja deveras ingrata no macio de si; mas transtraz a esperança do fel do desespero. não apenas no meu sonho transfigurado, pois vocês são a sinceridade: não de fato eu. e não há coração que aguente!


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