Volto a primeira pessoa.
O que seria de mim se não fosse pelo amor?! Não, isso não é mais um texto chato sobre meus
casinhos sequer terminados, todos descaso, repetidos, às vezes errados... Em frente, então.
Tudo começou quando decidi me abrir para vida. Em minha família talvez eu seja o mais sereno quando o assunto é tempo. Tempo. Meus pais vêm de uma família pobre, e hoje vivem bem. Todavia nunca foram tão bem orientados tanto quanto tive a oportunidade de sê-lo, mas ainda têm umas opiniões do tempo de meus avós. Não os culpo, pais e avós, por isso. No entanto, não ser tanto refém da concorrência, do mercado, dos concursos, dos certificados, das qualificações, desse corre-corre sem fim ao qual estão fadados uns homens e mulheres foi o que escolhi.
Dr. Valfredo Gomes e a aposentada Professora Edaíse cobram muito de mim, esperam que eu seja igual ao meu irmão do meio, um fanático pela vida acadêmica, a ponto de levar um colchonete pra um laboratório de ciências, sei lá qual, e passar o fds realizando experiências. Mas, eu insisto na opinião de que não tenho pressa nenhuma. E é por isso que sou tão feliz, ainda que as coisas demorem e muito a acontecer.
O que seria de mim se não fosse pelo amor?! Não, isso não é mais um texto chato sobre meus
casinhos sequer terminados, todos descaso, repetidos, às vezes errados... Em frente, então.Tudo começou quando decidi me abrir para vida. Em minha família talvez eu seja o mais sereno quando o assunto é tempo. Tempo. Meus pais vêm de uma família pobre, e hoje vivem bem. Todavia nunca foram tão bem orientados tanto quanto tive a oportunidade de sê-lo, mas ainda têm umas opiniões do tempo de meus avós. Não os culpo, pais e avós, por isso. No entanto, não ser tanto refém da concorrência, do mercado, dos concursos, dos certificados, das qualificações, desse corre-corre sem fim ao qual estão fadados uns homens e mulheres foi o que escolhi.
Dr. Valfredo Gomes e a aposentada Professora Edaíse cobram muito de mim, esperam que eu seja igual ao meu irmão do meio, um fanático pela vida acadêmica, a ponto de levar um colchonete pra um laboratório de ciências, sei lá qual, e passar o fds realizando experiências. Mas, eu insisto na opinião de que não tenho pressa nenhuma. E é por isso que sou tão feliz, ainda que as coisas demorem e muito a acontecer.
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Não foi fácil ter a consciência disso. E essa alegria toda veio depois que percebi que ser vencedor, o primeiro lugar, o melhor da sala, o melhor filho, a melhor pessoa, não é a melhor saída para esta vida. Isso tudo é uma fonte de frustrações, véi.
E o melhor, não deixo de ser um cara apaixonado pelas coisas nas quais acredito. Tanto que chorei que só a porra agora a pouco, por perceber o quanto muito mudou do segundo semestre pra cá. E imagine se eu não fosse teimoso, se tivesse abandonado o curso de Direito ou escutado as pessoas que tentaram me desestimular? Eu estava fudido agora!
Não teria visto o que sempre sonhei acontecer algum dia no Campus. Uma mostra cultural de artes, a vitória, quase uma surra, da Chapa Azul, a qual sou da executiva, em detrimento da Verde, um parada Cultural de Acesso à Justiça a ocorrer, e convite pra fazer parte da Organização do I Congresso de Cultura Africana da UFCG, dentre outros eventos não menos importantes e, acima de tudo, emocionantes.
Pode parecer besteira, pô. Poderia preocupar-me com a fome no mundo, com o caso Zelaya, com negação da corte constitucional a Berslusconi, dentre outros fatos mais relevantes ou sobre o que Lady Gaga andou aprontando. Mas, sobre isso tanta gente já comenta, né?
E o melhor, não deixo de ser um cara apaixonado pelas coisas nas quais acredito. Tanto que chorei que só a porra agora a pouco, por perceber o quanto muito mudou do segundo semestre pra cá. E imagine se eu não fosse teimoso, se tivesse abandonado o curso de Direito ou escutado as pessoas que tentaram me desestimular? Eu estava fudido agora!
Não teria visto o que sempre sonhei acontecer algum dia no Campus. Uma mostra cultural de artes, a vitória, quase uma surra, da Chapa Azul, a qual sou da executiva, em detrimento da Verde, um parada Cultural de Acesso à Justiça a ocorrer, e convite pra fazer parte da Organização do I Congresso de Cultura Africana da UFCG, dentre outros eventos não menos importantes e, acima de tudo, emocionantes.
Pode parecer besteira, pô. Poderia preocupar-me com a fome no mundo, com o caso Zelaya, com negação da corte constitucional a Berslusconi, dentre outros fatos mais relevantes ou sobre o que Lady Gaga andou aprontando. Mas, sobre isso tanta gente já comenta, né?
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Cultura num curso de Direito é tão difícil, quando a postura kelseniana é lei [pleonasmo!], que, quando a gente ver a galera fazendo algo que não tenha uma conotação necessariamente jurídica, dá uma vontade de chorar do carai. Eu só lamento aloka da minha amiga Lizi não estar do meu lado pra ver isso tudo mais de perto. Até hoje não me conformo com o fato de ela ter ido embora.
Pausa.
Pausa.
Comecei a chorar de novo.
Eu choro de felicidade, véi. Muita felicidade. Pode parecer besteira, mas ninguém melhor que própria pessoa pra perceber sentimentos tais, seja alegria ou dor. Somos extremamente únicos nesses momentos.
Eu choro de felicidade, véi. Muita felicidade. Pode parecer besteira, mas ninguém melhor que própria pessoa pra perceber sentimentos tais, seja alegria ou dor. Somos extremamente únicos nesses momentos.
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Obrigado pelos pais que tenho, apesar de baterem de frente com minhas idéias, à Lizi, que sempre acreditou em mim; aos meus irmãos, sobretudo a Gregório, meu irmão do meio, o cara que mais brigo, porém, o que vibra muito comigo [tô chorando horrores], com cada vitória minha; a Ramom preto, o meu irmão adotivo aqui, porque tá pra existir pessoa igual a Gregório, viu?
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Obrigado ao pessoal da Chapa Azul, todos iguais a mim, véi, e olhe lá sempre achei difícil encontrar pessoas apaixonadas como eu dentro daquela universidade. Obrigado a todas as pessoas que procuraram me conhecer nos últimos dias, que não me julgaram por eu aparentar ser apenas isso ou aquilo. A Rejane do Prodih, talvez a única professora, sei lá o que ela é afinal ali dentro, pelo fato de em nenhum momento ter me estimulado a desistir do curso, como fizeram 80% dos muitos que compõem o CCJS.
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Obrigado só à pessoa que inventou a palavra reconhecimento. Fui reconhecido por alguma coisa boa que fiz na vida, e é por isso que estou tão emocionado como agora.

Obrigado!
No mais, pô, não importa quantas montanhas ou os obstáculos foram erguidos seja pelo vento ou força humana, tudo não passa de grão de areia, quando se existe a vontade de vencer. Basta perceber que é o amor, tudo o que resta no final é só isso quando o tempo ou o interesse não ditam as regras do jogo. E o resto é tudo tão pequeno, mas tão pequeno, que não vale a pena se deixar influenciar por isso, porque é pedir pra se perder nessa longa estrada, que é a vida. E eu? Eu vou sem pressa, sem pressa nenhuma. Tenho paciência. Não tô afim de virar mais uma pessoa vazia e desesperada. Aonde quero chegar pode demorar, sabe? Só que eu tenho fé. Quando eu Amo, Amo de verdade!
Abraço!

