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o sertão paraibano, enquanto vierem tantos iguais a mim, de fora, não deixará de ser palco das mais idiotas e febris vaidades de ruas e ter por início e consequência o mesmo desespero de uma aventura quase 'macabeiana'. de estar só. de sentir-se só. de não saber quem se é e para o que veio. mesmo saboreando a goiabada com queijo. mesmo quando é gritante a certeza de que a vida torna-se menos frágil e doce que um copo de vidro cheio da pinga mais gostosa. "well, that's right! Well, I may have faked it.."
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Man on Wire (O Equilibrista)


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sou assim mesmo. cultivo prazeres como andar numa corda bamba, não minto. teimo por puro orgulho ou com a convicção demasiada de que estou certo, ainda que sendo errado, vivendo estranhamente entre a tristeza e a felicidade. cego comigo mesmo até que provem o contrário.
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se me canso de ser assim?! nem sempre. digamos que eu seja uma persofinificação pós-moderna misturada das doutrinas de Zenão de Cítio e Epicuro de Samos. não fujo do que me é natural mas tampouco deixo de sentir prazer na forma como conduzo minha vida ou deixo me levar, embora mais podendo parecer uma visão romântica da vida.
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mas, quem disse que meu romantismo não é ou pode ser real sem os exageros dos séculos passados, senão destes tempos?!
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não sou diferente de ninguém, claro. tantos mais iguais a mim perambulam por aí em igual ou menor potencial seja lá qual for o círculo vicioso ou virtuoso de suas vidas. a única diferença entre nós e alguns, é que assumimos nossas dores. não sentimos vergonha delas. suportamos o fardo de parecer "idiota", por vezes.
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se me perguntam exatamente o por quê de continuar seguindo dessa maneira, respondo à moda loucamente desprentensiosa de Petit: não existe um porquê exato. a gente só quer ser a gente de alguma maneira e isso não exige muita explicação. ou, vai ver, não me sinto compelido a tanto.
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e, não. isso não foi uma explicação!