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post script.

tem idiotices que soh o facebook escancara pra vc e, qndo li a besteirada da madrugada (meio sem querer, pq meio mundo de gente curtiu, comentou, alguns compartilharam e apareceu, por fim, na minha timeline), certeira foi a lembrança de josé saramago, que certa feita pensou:

"é desta massa que somos feitos, metade de indiferença e metade de ruindade”, ou melhor, assim, no mesmo livro, também completando: "dentro de nós há uma coisa que não tem nome, essa coisa é o que somos”.

quer criticar alguém, quer dar as costas talvez àquele grupo do qual vc faça parte, para, quem sabe, pertencer a outro, que te ojeriza sem vc saber?! comece não dando nome aos bois, não rotulando como meio mundo de gente faz (indiretamente) por aí.

afinal, não se pode esquecer que um dia vc tb foi desrepeitado, e que também passou a se desrepeitar, incorrendo agora/então na figura do desrespeitador tanto de si quanto do alheio.

ou, vai ver, só sou eu que estou me ojerizando, criando, talvez, monstros e me enclausurando por puro preconceito. ahh, vá!

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(ob.ses.são)

sf.
  1  Ideia fixa; preocupação excessiva com alguma coisa e que dificulta pensar em outra4 [Cf.: obcecação]
  2  Psic.  Distúrbio emocional em que o pensamento se fixa e se repete na mesma direção, associado a gestos e atos compulsivos; NEUROSE OBSESSIVA; COMPULSÃO [Cf.: obcecação]
  3  Teol.  Atormentação por contínuas sugestões causadas pelo diabo (contudo sem existir possessão)
  4  Teol.  Perseguição ou vexação atribuída à influência do diabo

[Pl.: -sões]

[F.: Do lat. obsessio]

(via dicionário Aulete Digital)

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“por isso gosto tanto de me contar. por isso me dispo. por isso me grito.”

 

 

é um acordar como quem acorda num espasmo, meio estranho comigo mesmo. é o amargo na boca. depois o café quente. depois a azia. de novo o descontentamento com a vida, de novo uma vontade de não estar nem aqui nem ali. de não chegar a lugar algum, é a carência. a saudade. é a mágoa e o rancor (…) uma espécie de avião em queda, avidez de uma esperança insatisfeita. o vazio que grita e ecoa.  a aprovação que não faz sentido. ser doido e santo, e ser doido assim mesmo. desconhecer do tempo e o relógio não fazer milagres, porque (…) nossa festa era tão certa, pés no chão (…) mas eu não pude dizer não, intuíam desde o começo, porque sou pequeno demais para tudo aqui dentro.

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“just get ur ass back home…”

 

tudo bem, fantasio demais. assim desde criança, nos meus dizeres, no meu imaginar, no meu modo de viver, esperar, ser.

sempre pensando em vão que estarão lá pra me escutar quando eu quiser, apoiar-me quando eu mais precisar, sem me julgar. sempre assim. sempre fantasiei.

tanto fantasiei que nunca imaginei que fosse pensar como ele, caio fernando, algum dia. fantasiar, quem sabe?, fazerem as palavras dele tanto sentido, pq, ô, zé, ando tão desorientado, já faz tempo. (…) mastigando a minha desorientação*.

tão desorientado, não procurando ninguém porque, agora agora, como outrora, não posso. porque sou seta no alvo, mas o alvo, na certa, não me espera.

*caio fernando em carta ao josé penido.